3 parágrafos numa segunda-feira
(inicio meio Cony) Poucas certezas levarei adiante dessa vida, embora as tenha procurado com maior ou menor intensidade durante todo o tempo disponível. Entre elas, e por estranha ironia, entendi que certezas são raras, ocasionais. (cultura pop nesse trecho) Mais ainda, assisti o filme “Solaris” ontem e tem (+ ou -) a frase: “a vida não é feita de respostas, mas de opções”. (pergunta pro leitor, com sentido ambíguo) Qual foi a última vez que você usou sua capacidade de optar?
(introdução ao tema central) Por outro lado, também descobri que gosto de ajudar pessoas. (exemplificar) Um dia, estava andando à toa quando vi um senhor cego, que agitava sua bengala pra todos os lados, numa esquina. Parei pra pensar e depois lhe perguntei se precisava de ajuda. Ajudei ele a chegar em casa, ele agarrado no meu ombro. Me senti muito feliz. (apresentar idéia legal, metáfora) O que mais me alegrou, entretanto, não foi tê-lo ajudado. Mas ter ajudado alguém que jamais seria capaz de me reconhecer. Poderia conduzi-lo durante anos de volta pra casa... e todo o dia ele passaria por mim sem me reconhecer, cego.
(acabar com a ilusão de bondade) Nesse mesmo dia, fui pro centro, na região da Praça da República. Estava comprando CDs de bandas que pouca gente conhece, R$50,00, R$60,00 num disco importado que eu vou ouvir 2 vezes na vida. E eu vi aquilo. Num poste de luz, desses de metal, tinha uma garotinha de 6-7 anos de idade, agarrada como um bichinho assustado, sozinha. Eu vi aquilo e franzi o cenho, pensei que porra é essa... e se fosse eu com 6-7 anos de idade? E fui embora, como todo mundo vai. Queria arrancar meu coração pela boca quinze minutos depois. Por que não ajudei a garotinha, se eu sabia que ela precisava de ajuda?